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A importância da Gestão de Risco nas organizações


No final da década de 90 e início dos anos 2000, muito se falava da necessidade da certificação de gestão da qualidade (ISO 9000) por parte das organizações em geral. Com o passar do tempo o quesito deixou de ser um diferencial competitivo entre as empresas, uma vez que a alta qualidade dos produtos já era um pré-requisito no mercado.


Segundo Hutchins 2005, os acontecimentos mundiais passaram a interferir diretamente nos processos produtivos e na maneira de pensar em relação a Qualidade.

“O dia 11 de setembro de 2001 foi memorável, pois mudou tanto a sociedade como a tomada de decisões nas empresas. ”


Uma nova terminologia que vem sendo utilizada atualmente é a Gestão de Riscos. A nova norma ISO 9001:2015 utiliza essa tratativa para designar a necessidade das organizações em se preparar para os eventos incertos.

Em uma ótica mais técnica pode-se definir risco como o efeito da incerteza sobre um determinado objetivo. Esta incerteza poderá ser uma ameaça ou oportunidade. De acordo com a análise de SWOT tem-se como ameaça os elementos ou conjunturas que criam um ambiente desfavorável para empresa, enquanto oportunidade como fatores externos que criam um cenário favorável para organização. Portanto, cabe a empresa identificar esses riscos a fim de criar ações para prevenir ameaças e potencializar oportunidades.


Quais os tipos de riscos presentes em uma organização?


Os riscos podem ser definidos em 3 tipos:

Risco Empresarial: é atrelado a organização e seu negócio. Levantamento de riscos e oportunidades que surgem pela própria existência da empresa. Por exemplo, mercado consumidor desacelerado, surgimento de concorrência, novas leis relacionadas ao tipo de produto ou servido oferecido.


Risco do Projeto: são riscos relacionados as etapas de um projeto. Ou seja, o que poderá afetar o cumprimento de datas, custo gerado, qualidade do produto final, exigências dos clientes atendidas.


Risco de processo: Um processo é divido em várias etapas que se interligam a fim de obter um produto final. Sendo assim, é necessário saber os riscos que essas pequenas etapas podem sofrer que inviabilizem ou diminuam a qualidade do serviço/produto oferecido.


Mas como identificar os riscos em uma organização e agir de forma efetiva?


A ISO 31000:2009 sugere um processo para realizar a gestão de riscos de forma efetiva. Este é aplicado, por meio de um plano de gestão de riscos, em todos os níveis e funções pertinentes da organização. Que é designado pela imagem:


Comunicação e consulta: atividade que ocorre concomitantemente as etapas do processo de gestão de risco. Elencar as causas e consequências desses riscos, envolvendo as partes interessadas tanto do ambiente externo como o interno de uma organização.


Estabelecer o contexto: avaliar e definir os parâmetros internos e externos da organização. A fim de identificar de que forma os riscos podem impactar e se relacionar nas diversas esferas dentro e fora de uma empresa.


Identificação de riscos: identificar os riscos, até aqueles que impactem as oportunidades. É conveniente diagnosticar todas as causas e consequências que esse risco pode acarretar no andamento dos objetivos da empresa.


Análise de riscos: estudo aprofundado das causas e consequências que o risco pode trazer. Estudar a sua fonte, a maneira que ele pode se relacionar com outros riscos, assim como a probabilidade de ocorrência.


Avaliação de riscos: se faz necessário priorizar os riscos com base nos resultados da análise. Verificar quais deles realmente precisam de um tratamento, e em alguns casos, existe a possibilidade do risco retornar a etapa anterior para que haja um estudo mais aprofundado.


Tratamento de riscos: etapa em que se vale equilibrar os custos, esforços de implementação, os benefícios que serão decorrentes das ações propostas. Vale ressaltar a importância de comunicar a todos que serão diretamente ou indiretamente afetados pelas novas medidas tomadas.


Monitoramento e Análise Crítica: é necessário que o monitoramento e a análise crítica sejam realizados ao longo de todo processo de forma periódica. Convém, nessa atividade, a definição de responsabilidades, junto ao registro e o reporte das informações coletadas.


Obrigado pela leitura :)

Escrito por João Vitor Lourenço.

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