• PET Eng. de Produção

A influência da estrutura organizacional no sucesso de instituições


Ao longo da história, organizações se estruturaram de inúmeras formas, variando desde sistemas altamente rígidos - como os militares -, até os liberais - como na maioria das startups. As necessidades de cada organização - seja ela uma empresa, uma entidade ou até um exército - fazem com que sua estrutura organizacional seja de extrema importância para o bom funcionamento e sucesso, já que ela abrange desde os aspectos mais gerais da organização até os fatores interpessoais.


Mas o que é uma estrutura organizacional?


A estrutura organizacional é o conjunto que define as autoridades, responsabilidades, tomadas de decisão, comunicação e departamentos para os membros atuarem de forma conjunta com o intuito de atingir os objetivos de uma organização. Ela é construída a partir dos anseios da organização e está diretamente ligada aos objetivos estratégicos. É possível estabelecer uma analogia com uma família que precisa realizar uma faxina na sua casa: o objetivo é deixar a casa limpa e para isso, pode-se definir um líder que designará o que cada um irá fará e a forma como irá trabalhar, criando equipes que irão limpar cada cômodo da casa; ou as pessoas podem escolher em conjunto às tarefas a serem executadas por cada indivíduo, dar funções a cada membro da família, que tem total liberdade para escolher a forma que a atividade será feita ou até mesmo qual atividade ele irá fazer.


Trazendo para uma realidade macro, como exemplo podemos usar um exército, cuja finalidade, em tese, é manter a defesa de um território e atender a interesses federais. Nesse contexto, as decisões são marcadas pela alta verticalidade, já que os soldados precisam manter a disciplina e obedecer às ordens de seus superiores, assim, as decisões são tomadas pelas pessoas que estão em grau maior na hierarquia e quem está mais abaixo não possui tanta liberdade de decisão.


Por outro lado, pode-se citar a famosa horizontalidade que existe na Google: nessa empresa, todos os funcionários podem participar e contribuir nas decisões com ideias e soluções. Frequentemente, são realizadas votações para se decidir acerca de temas importantes. Desta forma, o cargo importa menos que a capacidade de colaboração.


Então, as gestões horizontais são melhores que as verticais?


Na verdade, não existe uma forma melhor ou pior, e sim, melhor ou pior para determinada organização. Isto depende de fatores como objetivos da organização, cultura organizacional, estratégia e necessidades, perfil dos gestores, entre outros. Voltando aos exemplos citados, em um exército as decisões precisam ser feitas de forma rápida e atendendo a inúmeros objetivos, afinal esperar para tomar decisões e demorar para agir pode significar a perda de vidas. Já a Google necessita estar em constante evolução e trazendo inovações, por isso é necessário que se tenha sempre ideias e essas ideias sejam rapidamente testadas e avaliadas.


Assim, nota-se que existem vantagens e desvantagens nas duas formas: enquanto na gestão horizontal os funcionários podem sentir-se mais motivados e não possui tanta burocracia, ao mesmo tempo torna-se difícil tomar decisões importantes de forma rápida; com verticalidade, é mais rápido designar tarefas e responsabilidades para os funcionários, porém a equipe torna-se extremamente dependente da liderança, além de dificultar a comunicação entre ramos muito distantes da hierarquia. Além disso, o mais comum é ver as empresas mesclando a forma com que se organizam, alternando entre a independência e deveres dos funcionários.


De forma geral, pode-se dividir as estruturas organizacionais em estruturas lineares, estruturas funcionais e linha-staff.


Estruturas Lineares:

São estruturas baseadas na autoridade de comando e hierarquia. Acabam tomando a forma de pirâmide em questão de autoridades, partindo de quem tem mais autoridade para quem tem menos. Além da já citada estrutura militar, pode-se tomar como exemplo também a igreja católica, na qual a autoridade maior é Papa, seguido pelos Cardeais, depois Arcebispos, Bispos, Padres… No mundo corporativo, é mais usada por empresas de pequeno porte e que estão começando no mercado, sendo o chefe o dono da empresa.


Estruturas funcionais:

Esta estrutura é clássica, agrupando pessoas que atuam em determinada área da organização e tais pessoas são especializadas em suas áreas. Essas áreas podem ser várias como Recursos Humanos, Marketing, Administração… É, de longe, a mais comum entre as empresas atualmente pois os profissionais possuem mais expertise em alguma área, aproxima os funcionários e a autoridade, em tese, é baseada no conhecimento, e não puramente na hierarquia.


Estruturas linhas-staff:

Ocorre quando existe no sistema alguma forma de assessoria ou conselho. Nesta estrutura, as decisões podem ser aconselhadas por assessores que ajudam na empresa. Por exemplo, o PET Engenharia de Produção possui uma estrutura funcional e juntamente possui a Assessoria da Qualidade, caracterizando, assim, uma estrutura linha-staff.


Além disso, nas estruturas organizacionais também pode ocorrer a departamentalização que, basicamente, é uma forma de agrupar atividades que possuem características similares. Tipos de departamentalização são departamento por clientes (exemplo: departamento infantil, departamento feminino, departamento masculino), departamento por produtos (exemplo: laticínios, frutas e verduras, açougue), departamento por serviços, departamento por processos, departamento por região, departamento por projetos, dentre outros.


A partir desses conceitos, uma empresa deve decidir por uma estrutura que se adeque à sua realidade, buscando alcançar eficiência nos processos ao mesmo tempo em que entrega bons produtos e mantém os colaboradores motivados.


Sendo assim, para que uma organização tenha sucesso, é imprescindível que sua estrutura esteja alinhada com seus objetivos e sua cultura. Percebe-se, também, que, com a grande competitividade existente no mercado, as empresas e organizações precisam estruturar-se de formas cada vez mais eficientes e ágeis, a fim de conseguirem vantagens competitivas e atingir bons resultados.


Obrigado pela leitura,

Eduardo Daniel de Morais


5 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo