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Command Center: A revolução dos sistemas de saúde hospitalar



Os sistemas de saúde possuem desafios semelhantes: taxa de ocupação acima 90%, dificuldade em fornecer ao cliente um atendimento confiável, acessível, eficiente e seguro. Além disso, por culpa da sobrecarga, a fadiga dos colaboradores é afetada, transferências são recusadas, há utilização ineficiente das equipes e desequilíbrio na utilização dos recursos gerando um custo elevado para o sistema.

Apesar do investimento recente em soluções de TI, ainda existe a falta de uma central com informação, autoridade e meios de identificar e resolver atrasos, gargalos e riscos. Com isso, é notório que há um espaço rico para a atuação da Engenharia de Produção nessa área. Não é à toa, que vários dos projetos realizados pelas entidades do Departamento de Engenharia de Produção têm sido na área da saúde.

O que é um Command Center?


Nos ambientes militares, o comandante precisava de um local para centralizar todas as informações relevantes para o seu comando. Com isso, fez-se necessário criar um Centro de Comando para reunir essas informações importantes. O objetivo era disponibilizar todos os dados pertinentes às missões e contar com o apoio dos especialistas para tomar decisões eficazes e inteligentes.

Já na área da saúde, o Command Center tem a capacidade de antecipar, detectar e mitigar riscos em tempo real, sua estrutura pode evoluir ao longo do tempo. Além disso, busca-se integrar os dados de todas as interfaces por meio de blocos sequenciais modelados em conjunto por médicos, enfermeiros, engenheiros, administradores, TI a fim de apresentar informações e análises preditivas e disponibilizá-las em tempo real: Wall of Analytics.

De forma explícita, o Command Center coleta os dados disponíveis em diferentes sistemas, processa-os e disponibiliza-os de uma forma de fácil entendimento para o usuário final. São desenvolvidos painéis que resumem as tendências históricas das principais métricas, as quais poderão ser levadas em reuniões de gestores e usadas para a tomada de decisões estratégicas e esforços operacionais.

Sobre o foco em desenvolver um Centro de Comando, vale ressaltar que são organizadas em torno de três principais objetivos: redução da entrada no departamento de emergência, simplificação do fluxo perioperatório (lapso de tempo que envolve o ato cirúrgico, que está subdividido em três etapas: pré-operatório, operatório e pós-operatório) e eliminação da espera para salas de operação.


Além disso, modelos de simulação são usados para prever o impacto de cada potencial solução para os desafios relacionados a capacidade hospitalar, auxiliando na priorização de soluções mais inteligentes. Esses modelos complexos de simulação combinam a simulação de eventos discretos e simulação baseada no agente e são construídos para ajudar na priorização de iniciativas para atender as metas de capacidade abrangente.


Quais as principais funções do Command Center?


  1. Oferecer suporte a equipes na linha de frente do atendimento;

  2. Capacita os tomadores de decisão equipando-os com informações preditivas em tempo real;

  3. Oferecer escopo que abrange o gerenciamento complexo de cuidados;

  4. Melhorar o gerenciamento de atrasos no atendimento, fluxo contínuo de pacientes, agendamento, segurança do paciente, atendimento virtual, entre outros.


Quais são as vantagens de implementar um Command Center?


  • Oferecer flexibilidade e escalabilidade;

  • Gerenciar pacientes dentro e fora do hospital (transporte de pacientes entre instalações via aérea ou terrestre);

  • Gerenciar a segurança e experiência do paciente;

  • Incluir gerenciamento e estratégia de atendimento;

  • Incorporar ferramentas de suporte a decisões prescritivas e preditivas.


O cenário atual da saúde brasileira exige cada vez mais eficiência e resultados econômicos. É possível observar que estamos no meio da revolução da saúde humana digital, onde a nuvem conecta pessoas, dados e máquinas, e a análise tornar-se uma ferramenta crítica para fornecer maior qualidade e mais cuidado eficiente do paciente.

As mentes que trabalham ao lado de máquinas inteligentes servem como um impulsionador para salvar vidas, seja na sala de emergência mais movimentada de um hospital de São Paulo ou em qualquer outro lugar do mundo. Big Data Analytics, Inteligência artificial Machine e Deep Learning são o futuro da medicina. E se formos abertos para abraçá-lo, o futuro é agora.


Obrigado pela leitura!


Escrito por Franklin Canever Damiani

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