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Conheça mais sobre os Investimentos Tradicionais

Você já parou para pensar que os brasileiros têm péssimos costumes quando se trata de dinheiro e planejamento financeiro? O estudo How Time Preferences Differ: Evidence from 53 countries, conduzido em 2016, calculou o Índice de Imediatismo de Consumo (com uma escala de 0 a 1) de países com as mais variadas localizações geográficas e diferenças culturais. Um índice mais próximo de 1 significa que a população de determinado país está disposta a esperar mais tempo antes de adquirir um bem de consumo, enquanto um índice mais próximo de zero indica que a população é extremamente imediatista quando se trata de gastar dinheiro. Em nações como o Japão e os países anglo-saxões, por exemplo, os índices calculados foram maiores que 0,70, o que demonstra uma maior consciência financeira por parte da população desses países. Posteriormente, um estudo realizado pelo Insper apontou que o Índice de Imediatismo de Consumo do Brasil é de 0,26 - perdendo apenas para a Rússia - e ficando atrás, inclusive, de países com elevados índices de pobreza.


Por outro lado, uma boa notícia: O número de pessoas físicas investindo na bolsa de valores brasileira (B3) tem crescido desenfreadamente, ao mesmo tempo em que ficam mais populares canais e páginas nas redes sociais que tratam do assunto. Isso mostra que a educação financeira no país tem crescido rapidamente, por mais que o percentual de investidores brasileiros em relação à população total seja ainda bastante baixo em relação a outros países.



A fim de difundir o conhecimento sobre investimentos, vamos explicar, de forma resumida, como funcionam algumas das suas principais formas, tanto em renda fixa como em renda variável. Renda Fixa

Entender como investir seu dinheiro, principalmente sem muitos riscos, é provavelmente um dos desejos de grande parcela da população. A renda fixa pode ser uma boa opção para esse perfil de investidor. Trata-se de uma modalidade que se refere a qualquer tipo de investimento que possui regras de remuneração definidas no momento da aplicação. É aquele investimento mais previsível, no qual você tem uma noção mais definida da sua rentabilidade.

De forma geral, todos esses tipos consistem em emprestar dinheiro para alguém e em troca, receber uma remuneração por um determinado prazo, na forma de juros ou correção monetária. Em linhas gerais emprestar e receber sobre o empréstimo.

Mas quais são os tipos de investimentos que fazem parte da renda fixa? O primeiro e o mais conhecido é a Poupança. Consiste basicamente em um tipo de conta bancária que, além de guardar dinheiro, gera um percentual sobre o valor aplicado. Neste caso, os Bancos são obrigados a destinar cerca de 65% do dinheiro da poupança ao mercado imobiliário – fazer empréstimos para financiamento de casas etc.

Em seguida temos os CDBs, ou pelo nome, Certificado de Depósito Bancário, que consistem em emprestar dinheiro para bancos. Esse dinheiro é utilizado para financiamento de projetos, crescimento, pagamento de dívidas e, em troca, é definido um prazo e uma taxa de juros para remunerar quem emprestou. Esta é uma das modalidades de investimento mais seguras disponíveis no mercado.

O Tesouro Direto é provavelmente um dos termos que a maioria das pessoas já escutou quando a conversa é relacionada a investimentos.

“Vou investirno tesouro por que é mais seguro”

Essa é uma frase que você, caro leitor, já deve ter escutado por aí (ou algo semelhante). Entretanto, ela não está totalmente correta! Não investimos em tesouro direto, mas através dele. Trata-se de uma plataforma onde você pode comprar e vender títulos de dívidas públicas, que servem para o Governo financiar obras, investir na saúde etc. Por fim, em troca, você adquire uma taxa de juros sobre o valor investido.

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), assim como os CDBs, são empréstimos feitos aos bancos, mas agora com destinação aos setores imobiliário e de agronegócio, respectivamente.

A Letra de Câmbio também se assemelha muito ao CDB. Contudo, ao invés de emprestar para bancos, agora emprestamos para instituições financeiras, como empresas de créditos, que utilizam o dinheiro para pagamento de dívidas, projetos, crescimento etc.


Os CRI e CRA, respectivamente, Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio, são títulos emitidos exclusivamente por companhias securitizadoras, que são instituições não financeiras. Os CRIs são acrescidos em direitos creditórios do mercado imobiliário, já os CRAs em recebíveis dos negócios realizados entre produtores rurais e terceiros. O funcionamento de ambos baseia-se na compra de pagamentos futuros acrescidos de juros, dentro de um prazo estipulado no momento da compra do título.

Por fim, temos as Debêntures, que consistem basicamente nas dívidas que as empresas emitem para adquirir capital que, via de regra, acaba sendo mais barato que financiar diretamente com os bancos. Geralmente, apresentam maior rentabilidade em comparação a outros investimentos em Renda Fixa, todavia, com maior risco por estar atrelada à saúde financeira da empresa. Ou seja, investir em debêntures é como emprestar dinheiro às empresas. Renda Variável:

Quando o assunto é alta rentabilidade, provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre o mercado de ações e investimentos na bolsa de valores, que além de possuírem maior potencial de retorno, são os mais arriscados e que necessitam de um estudo maior. E, de fato, isso é verdade! Pois tratam-se de investimentos de Renda Variável.

Explicando de forma bem simples e direta, os investimentos deste tipo, como o próprio nome sugere, são investimentos cuja taxa de rentabilidade é variável. Diferentemente da renda fixa, não se pode garantir o retorno exato de uma aplicação financeira, pois está diretamente atrelado à dinâmica de negociações de preços do mercado (oferta e demanda).

Entretanto, por serem propensos a um maior risco comparado com outros tipos de investimentos, sua tendência natural é de ter uma possibilidade maior de retorno, reforçando a necessidade do estudo e conhecimento prévio. Em seguida, serão citados os principais tipos de investimento dessa modalidade:

Ações: Provavelmente o investimento de renda variável mais conhecido, as ações são participações reais no capital de uma empresa. Dessa maneira, ao adquirir uma ação de uma companhia, você se torna um sócio minoritário, se beneficiando do crescimento do negócio e até mesmo da distribuição dos lucros. Por exemplo, se uma “empresa X” possui um valor de mercado de R$100.000,00 e o seu capital for dividido em 100 ações, cada ação valerá R$1.000,00.

Fundos de ações: Como o próprio nome sugere, os fundos de ações possuem como objetivo investir em produtos relacionados ao mercado acionário e são uma alternativa para investidores que não possuem tempo ou conhecimento adequado para escolher de forma independente suas próprias empresas. Cada fundo possui uma equipe especializada composta por gestores e analistas financeiros que aplicam o dinheiro dos investidores visando a maior rentabilidade em troca de taxas de administração e/ou performance.

Fundos Imobiliários: Semelhante aos fundos de ações, os Fundos Imobiliários diferem no tipo de investimento que os gestores/analistas aplicam o dinheiro. No caso dessa categoria, os negócios são voltados ao setor imobiliário, podendo envolver aquisições de imóveis, títulos imobiliários, entre outros. Um exemplo de negócio realizado por diversos fundos são as aquisições que vão desde salas comerciais até imensos galpões logísticos e shopping centers. (Caso queira conhecer um pouco mais sobre os FIIs, temos um texto específico desta modalidade em nosso blog).

ETFs: Os Exchange Traded Funds, comumente chamados por ETFs, também possuem como objetivo aplicar o dinheiro dos seus investidores, porém diferente dos fundos de ações, que por sua vez, apresentam uma gestão ativa dos investimentos por parte dos gestores. As decisões e escolhas de investimentos feitas nos ETFs ocorrem de forma “passiva”, ou seja, seguindo algum índice de referência pré-estabelecido, com o objetivo de replicá-lo. Um exemplo de ETF bastante conhecido é o BOVA11, cujo índice de referência é o Ibovespa, composto pelas maiores empresas da bolsa brasileira.


Por fim, estas foram apenas pequenas introduções e explicações sobre os mais variados tipos de investimentos. Caso tenha despertado o interesse em algum específico, recomendamos estudos aprofundados, sempre buscando conhecimento, que é algo essencial nos investimentos. E agradecemos a sua atenção e leitura até aqui!


Escrito por: Marcos Hirano, Eduardo Springmann e Leonardo José.


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