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Gerenciamento de Projetos: quais caminhos podemos seguir?

Os projetos estão presentes em diversos âmbitos da nossa vida, tanto profissional quanto pessoal, mas o que define um projeto?

Segundo o PMBOK, guia referência em gerenciamento de projetos, um projeto é um esforço temporário que tem como finalidade um resultado único e possui recursos delimitados, ou seja, um plano com começo, meio e fim bem definidos, que traga resultados novos e que envolva diversas competências. Mas como garantir que se chegará ao fim desejado com os recursos disponíveis? Gerenciando seu projeto!

O Gerenciamento de Projetos consiste, basicamente, na administração dos recursos delimitados, no planejamento e acompanhamento das atividades e na aplicação de técnicas, conhecimentos e habilidades para que um projeto seja bem sucedido. Porém, pra executar tal gerenciamento, podemos seguir diversos caminhos e metodologias, escolhendo o que mais faz sentido para o tipo de projeto e o tipo de equipe envolvida. Dentre tantas opções, trouxemos algumas mais conhecidas pra explicar melhor seu funcionamento e aplicação: Waterfall

Essa metodologia segue a abordagem tradicional e acredita-se que foi a primeira a ser adotada na engenharia de software. Nessa abordagem, é mencionado que o produto só deve ser entregue ao cliente quando já estiver concluído, com 100% dos atributos implementados, pois só assim ele verá o valor desse item produzido. Seguindo essa linha, o projeto é submetido a um planejamento inicial — que vai desde seu principio até a sua conclusão — e tem orçamento e produto final bem estabelecidos desde então, o que o torna menos suscetível a mudanças. O gerenciamento é mais focado nos processos, orçamento e tempo, além de trabalhar com equipes mais nichadas.

A metodologia Waterfall consiste em um gerenciamento linear, no qual o projeto é dividido em cinco etapas e só é possível avançar pra próxima quando a anterior está completamente concluída. As cinco são: Engenharia de Ideias, concepção do Sistema, Implementação, Testes e Validação e, por fim, Manutenção. Waterfall, do inglês, significa cascata e a metodologia leva esse nome por ser sequencial e não apresentar espaços para mudanças, uma vez passado por uma etapa, dificilmente volta-se nela. É mais recomendável para projetos com requisitos muito bem definidos, não tão complexos e com probabilidade de alterações muito baixa. É muito utilizado em empreendimentos da indústria e da construção civil. PRINCE2

Essa metodologia ainda segue a abordagem tradicional, porém tem princípios um pouco mais flexíveis. Ela surgiu no Reino Unido, sendo usada pelo governo britânico até hoje, e é um acrônimo para Projects In Controlled Enviroments (Projetos em ambientes controlados). Leva esse nome por estabelecer saídas claramente definidos desde o início, assim como os prazos e a estimativa de custos. No entanto, ela já lida melhor com a resolução e gerenciamento de desvios no plano e apresenta um processo de tomada de decisão mais flexível.

Scrum

Framework baseado na abordagem ágil, o Scrum apoia-se em três pilares: transparência, adaptação e inspeção. Nessa abordagem, não se acredita no gerenciamento sequencial, mas sim em entregas menores que constroem o projeto através de feedbacks do cliente. Acredita-se que o produto já demonstra valor desde o início de seu desenvolvimento, com isso são apresentados resultados parciais, os quais estão sujeitos a mudanças e adequações ao final de cada ciclo ou, como é chamado no Scrum, Sprint.

O Scrum torna o processo mais dinâmico, uma vez que o cliente define incialmente os requisitos que quer em seu projeto, formando o Product Backlog, e esses são divididos em pequenos ciclos de trabalho, as Sprints. Elas têm duração de 1 a 3 semanas sendo que ao fim de cada uma é apresentado o que foi desenvolvido até então e colhe-se feedbacks, o que abre grande espaço para mudanças, flexibiliza o processo e o torna iterativo. Outro diferencial do Scrum é como a equipe de desenvolvimento se relaciona, sendo altamente colaborativa e fugindo um pouco da hierarquia da abordagem tradicional.

Kanban

Método desenvolvido pela Empresa Toyota, dispensa metas ou sprints e aposta numa gestão mais visual de tempo, orçamento e âmbito do projeto. Propõe um sistema simples de gestão, constituído por um quadro e por cartões — Kanban, do japonês, significa “cartão” ou “sinalização”. Esse quadro divide as atividades, sugerindo-se que estas sejam divididas por cores, em três status: a fazer, fazendo e feito.

O Kanban é muitas vezes associado a outros métodos por trazer mais dinâmica na visualização do andamento do projeto e desenvolvimento das tarefas. Muitas vezes o Scrum aparece associado ao Kanban, apresentando foco na entrega contínua. Essas são algumas das metodologias de Gerenciamento de Projeto mais utilizadas hoje em dia, mas existe uma infinidade de opções que podem ser aplicadas. A ideia do Blog era trazer um pouco desse mundo mostrando algumas dessas opções de maneira introdutória, mas ainda há muito a se explorar. Espero que tenha gostado e obrigada pela leitura!

Ana Clara Sarkissian





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