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Mercado Tecnológico de Florianópolis

Atualizado: 27 de Set de 2018




A capital da inovação e da tecnologia


Florianópolis começou a investir em tecnologia a partir de 1984, com a criação da Fundação Certi, (Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras), localizada na UFSC. Isso porque, na época, quando havia apenas três engenharias na Universidade, não existia no município grandes indústrias para os recém engenheiros e, então, o setor tecnológico passou a ser uma boa opção de emprego. Nesse mesmo período, a cidade viveu o boom do turismo de temporada e começou a ser conhecida no Brasil e na América do Sul pelas suas belezas naturais e pelas praias perfeitas para praticar surfe. Tecnologia e turismo trouxeram, juntos, uma qualidade de vida desejada para ambientes inovadores, da mesma forma que no Vale do Silício, na Califórnia.


Isso fez com que investidores de todo o país se atraíssem pelo mercado em ascendência, principalmente nas áreas de informática e automação industrial.


Dois anos depois da criação da Fundação CERTI, foi fundada a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que atualmente serve como principal representante das empresas do setor junto ao poder público e às instituições de ensino e pesquisa. Hoje, Florianópolis é conhecida como a Capital da Inovação.


Principais parques tecnológicos


Com a expansão das empresas do ramo tecnológico na cidade, algumas regiões e grandes parques tecnológicos foram sendo criados, nesses parques estão localizadas empresas de segmentos diferentes, mas com foco em tecnologia. Parques e ambientes com grande concentração de empresas tecnológicos são importantes pela atração de talentos, investimentos de venture capital, promovem um ambiente de aprendizado com networking e benchmarking diário. Além disso, os parques e ambientes de inovação atraem investimentos imobiliários e políticas de incentivo para a região.


O ParqTec Alfa está localizado nas margens da SC-401 e já abriga mais de 60 empresas, entre elas, está a incubadora Celta, que realiza um papel importante com start-ups para torná-las auto suficientes.


O Sapiens Parque, conta com uma ótima infraestrutura, com o apoio do governo de Santa Catarina. Seu grande diferencial é possuir um modelo inovador para atrair, desenvolver, implementar e integrar as iniciativas com objetivo de estabelecer um posicionamento diferenciado, sustentável e competitivo.


Já a ACATE, uma associação sem fins lucrativos que atua também em outras regiões do estado. Atua na articulação entre o setor tecnológico catarinense, centros de ensino, pesquisa e agências de financiamentos, mantém parcerias com diversas empresas e entidades para oferecer cada vez mais benefícios e instrumentos de crescimento para seus associados. Em 2009, foi inaugurado o Parque Tecnológico ACATE, em parceria com o Corporate Park ele está localizado nas margens da SC-401 e abriga espaço de coworking, incubadora e diversas empresas tecnológicas.


Principais linguagens de programação


Atualmente, temos mais de 600 linguagens de programação no mercado, por isso fica difícil escolher qual linguagem aprender. As mais utilizadas no momento são: C, C++, Python, Java, Javascript. Cada linguagem tem a sua particularidade e algumas podem ser mais adequadas para certos negócios e empresas. O importante é você compreender a lógica da programação, assim fica mais fácil de se adaptar com outras linguagens.


As empresas atualmente, nos seus processos de seleção de desenvolvedores, não buscam um conhecimento em uma linguagem específica, o que mais conta é qual a lógica que você usou para resolver os problemas propostos. Tome cuidado para não se tornar um especialista em somente uma linguagem.


Engenheiros na área


O tema “Inovação Tecnológica” tem ganhado espaço: importância e investimentos consistentes tanto por parte do governo quanto por parte da iniciativa privada nos últimos anos. Discutida como fenômeno organizacional dinâmico, complexo e de difícil replicação, a Inovação Tecnológica tem se credenciado como indiscutível fonte de competitividade organizacional por conta da agregação de valor a processos, produtos e serviços que pode gerar. Outra importante implicação dessa discussão é a sua consequência para a construção da soberania tecnológica do nosso país.


Hoje, o raciocínio lógico que a engenharia implica aos estudantes faz com que haja engenheiros capacitados a resolverem problemas de forma rápida, sem deixar de lado a parte pensante. Ambientes desse tipo são característicos de empresas de inovação e, por isso, os engenheiros se adaptam a esse tipo de trabalho. Convivência com problemas inesperados e pensar “fora da caixa”, assim como os problemas da parte técnica da engenharia traz aos estudantes.


Partindo desse ponto de vista, essas empresas sempre buscam ter engenheiros, mesmo quando a sua função não seja de acordo com a sua formação, como no caso de um Engenheiro de Computação ou de Software. Atualmente, há muitos engenheiros civil, eletricistas, mecânicos e de produção trabalhando em startups e empresas do ramo tecnológico mesmo que não seja tão ligada a sua área de formação. Mas, de qualquer forma, engenharia é engenharia, e os engenheiros têm como principal objetivo a resolução de problemas.


Investimentos


O mercado segue muito aquecido na grande Florianópolis, apesar das crises generalistas no Brasil muitas empresas tiveram grandes aportes de investimentos e negociações milionárias. Algumas empresas já alcançaram o seu lugar ao sol, como é o caso da Charodic, que produz um algoritmo de recomendação para e-commerce, foi vendida para a Linx em 2015 por 55 milhões de reais, e a Axado, que faz gerenciamento de fretes para e-commerce, e foi adquirida pelo Mercado Livre em 2016 por 26 milhões de reais.


Outras grandes empresas estão buscando se instalar no polo tecnológico, em busca dos benefícios do ecossistema empreendedor, como a empresa americana HostGator, que chegou recentemente ao Brasil. A empresa ArcTouch da Califórnia, que desenvolve aplicativos para empresas multinacionais, busca em Florianópolis mão de obra qualificada e mais barata do que o Vale do Silício.


Obrigado pela leitura :)


Escrito por Jackson Generoso e Paulo Henrique Gamba

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