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Seu currículo diz que você é fluente?

Currículos com inglês intermediário, ou no máximo, avançado. A palavra “fluente” assusta diversos proficientes em língua estrangeira, por mais que toda a experiência de vida mostre que a pessoa tem domínio do idioma. Intercâmbios, escolas de inglês – por vezes, mais de 10 anos de estudo da língua – e ainda assim, muitos ainda têm uma grande dificuldade em autodeterminar seu nível de fluência ao montar seu currículo profissional, com medo de estar exagerando em uma competência, e assim, preferem se subestimar.


Podemos levantar várias razões para isso acontecer: para muitos, o que pesa mais é a insegurança na hora de montar o currículo, enquanto para outros é o medo de errar pronúncias em entrevistas. Um outro motivo, que tentaremos explicar e solucionar, é quando a pessoa não tem certeza se o nível que está (no idioma) é, ou não é, fluente.



Mas o que é a fluência?


Por mais que algumas pessoas somente levem em consideração os diversos testes que existem na internet, sendo que muitos não englobam todas as competências necessárias, apenas a leitura e a escrita, o artigo “How do we measure language fluency?”, em português, “Como medimos fluência?”, da BBC, trouxe pontos de vista sobre a fluência direto de uma rede de escolas de inglês na Itália:


“[...]Daniel Morgan, head of learning development at the Shenker Institutes of English – a popular chain of English schools in Italy – says that fluency actually refers to how “smoothly” and “efficiently” a second language (L2) speaker can speak on “a range of topics in real time” [...]”


Em síntese, o conteúdo principal do trecho constata que a fluência se refere ao quão suave e eficientemente alguém que está se comunicando em outro idioma, fora sua língua materna, consegue falar – levando em consideração uma variação de assuntos em tempo real – ao que é possível notar que tanto a gramática quanto o vocabulário de um idioma variam conforme o uso, contexto e necessidade, temos uma dificuldade em estabelecer um conceito fechado de fluência.


Para usos profissionais e acadêmicos, é mais aconselhável que se tenha uma maior precisão ao se comunicar, como uma boa escolha de palavras e vocabulário – para um maior profissionalismo; enquanto para um uso mais simples, como no dia a dia, ou em férias curtas, há uma flexibilidade maior para se considerar a fluência.



Fluência em ambientes acadêmicos:


Para comprovar a fluência, oportunidades de emprego e estudo fora do país, uma opção popular são os testes de idiomas, que acabam sendo muito requisitados. Alguns exemplos são TOEFL, Cambridge e IELTS - cada um com diferentes especificidades, e válidos por períodos de tempo diferentes. O TOEFL, por exemplo, é um dos testes mais utilizados, por ser aceito em até 11.500 universidades, e sua pontuação dura dois anos. É um teste composto pelas quatro habilidades no idioma: leitura, fala, audição e escrita.


Outros testes, como o FCE, são vitalícios, mas a maior parte é válida apenas por um período que pode variar de dois a quatro anos. Alguns são utilizados apenas para medir o inglês acadêmico, ou o inglês profissional, testando a linguagem técnica em determinadas profissões.


É importante comentar que, por mais que os testes de proficiência sejam uma ferramenta, também podem ser um obstáculo, dependendo do uso que teremos para o idioma, e da nota necessária para atingir determinado objetivo.



Como colocar a fluência no currículo?


Ao determinarmos nosso nível de fluência em um idioma, precisamos considerar toda essa discussão, sendo ideal refletir ao montar o currículo - principalmente analisando a vaga a qual estamos nos candidatando, com a correta adequação das nossas competências dentro do contexto e do propósito.


Dependendo da quantidade de idiomas que tenhamos conhecimento, uma ideia é fazer uma seção, no currículo, dedicada aos idiomas, ao invés de colocá-los junto a outras habilidades. Também podemos, ao nos candidatarmos a vagas em outros países, separar nosso idioma nativo dos outros, dentro da seção.


Os idiomas podem ser colocados de diferentes formas: uma delas é seguindo o currículo Lattes, escrevendo as competências e o nível que está em cada uma delas; outra, em uma área mais criativa, seria colocando bolinhas para mensurar a nossa proficiência, junto de uma legenda de quantidade de bolinhas e o que elas equivalem.


Enquanto algumas fontes nos dizem para colocar no currículo todos os idiomas que detenhamos conhecimento, outras afirmam que devemos apenas listar os idiomas que temos uma proficiência, então, novamente, depende da vaga à qual estamos nos candidatando. No fim, não há solução geral para todos os casos: é necessário analisar o contexto, e nos adaptarmos. Talvez seja interessante pontuar alguma habilidade (mesmo que básica) em francês par uma empresa que tenha escritórios na França, mesmo que a vaga seja aplicada no Brasil ou em outros países, assim como talvez seja mais interessante focar nas línguas solicitadas pelo anúncio da vaga em outros casos, para demonstrar que esses pré-requisitos são atendidos.

Escrito por: Eduarda Thum Silveira Schmidt


Referências:


https://www.bbc.com/future/article/20190903-linguistic-fluency-proficiency-second-language-learning


https://www.indeed.com/career-advice/resumes-cover-letters/levels-of-fluency-resume

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